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Opinião

Na ditadura fascista de Salazar e Caetano as comemorações do 31 de Janeiro foram sistematicamente reprimidas. Em 1970 foi tornado público pelo governo civil do Porto que “não seriam permitidas concentrações que pudessem prejudicar a vida normal nem o uso de cartazes ou dísticos”. E em 1973 a evocação no Porto também foi proibida.   Mas foi sempre comemorada. No Coliseu e na rua. Porque, como escreveu Basílio Teles “… enquanto no mundo houver um português que guarde na alma algum afecto à sua terra, será evocada a memória do 31 de Janeiro e dos homens distintos e humildes que nesse dia souberam dar aos seus compatriotas o exemplo do civismo e do desinteresse”. 

Voto Marisa Matias, mantenho-me na luta e sei que a partir do dia seguinte continuo a poder contar com ela e com todos e todas que como ela põem no centro os direitos laborais, o direito à saúde, um SNS público e universal, a educação pública, o pleno direito das e dos jovens à sua voz e influência e a um futuro com direitos, o combate às alterações climáticas, os feminismos, os direitos das pessoas LGBTQI+, as causas fundamentais contra a desigualdade (o estatuto da cuidadora e do cuidador, por exemplo) e contra o ódio (a luta pelos direitos das pessoas em situação de refugiadas, por exemplo) e acima de tudo a luta contra o medo.  

Para o combate inevitável - que não começa agora, já começou há um bom tempo - é das nossas convicções claras e presentes que precisamos.

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Sérgio Aires, candidato à Câmara Municipal do Porto pelo Bloco de Esquerda. Foto

Sérgio Aires, candidato à Câmara do Porto, explicou que esta candidatura “é contra a cidade-negócio” que “privilegia o enriquecimento de uma minoria à custa do empobrecimento da maioria” e onde “a precariedade laboral é a receita”. Candidato põe "combate à pobreza e às desigualdades no topo das prioridades".

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Consulta aqui os resultados das eleições para a Comissão Coordenadora Concelhia do Porto que ocorreram em 24 de abril.

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