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Sérgio Aires é o candidato do Bloco à Câmara Municipal do Porto

Sérgio Aires quer “lutar por uma governação na qual se oiçam as pessoas – todas as pessoas!” - e defende que “é preciso que, definitivamente, se entenda a luta contra a pobreza como condição fundamental de desenvolvimento local”.

Sérgio Aires foi aprovado pelos aderentes do Bloco no concelho do Porto para ser o primeiro candidato à Câmara Municipal do Porto nas eleições autárquicas deste ano.

O objetivo da candidatura é eleger um vereador “que possa representar a esquerda na cidade e lutar por uma governação na qual se oiçam as pessoas – todas as pessoas! – respeitando e dando prioridade às suas necessidades”.

Na campanha, Sérgio Aires diz que tem como objetivo “pôr o combate à pobreza e às desigualdades no topo das prioridades com um enfoque muito especial na habitação, na saúde, nos desafios demográficos e na justiça climática”. As consequências da pandemia de covid-19 fazem-se sentir gravemente e vão perdurar por muito tempo. E é também por isso que o candidato considera que, perante essa situação, a cidade precisa de “mudar de rumo. “É preciso que, definitivamente, se entenda a luta contra a pobreza como condição fundamental de desenvolvimento local, afirma.

O candidato considera que a Câmara Municipal do Porto tem meios, “podia ter feito mais” e defende que “a cidade precisa de um executivo municipal que interprete corretamente as necessidades das pessoas, que combata a visão da cidade-negócio e que evite que esta visão se aprofunde e concretize ainda mais, sobretudo com o acesso a fundos europeus e sua programação em curso”. 

 

Dedicação ao combate à pobreza

Sérgio Aires tem 52 anos, nasceu em Massarelos, e licenciou-se em Sociologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Desde cedo se dedicou ao combate à pobreza, seja a título voluntário seja profissional, desempenhando diversos cargos, tais como investigador, formador, assessor e especialista em múltiplos programas e instituições da cidade e ao nível nacional. 

Entre 1994 e 1998 integrou o gabinete de investigação da EAPN Portugal / Rede Europeia Anti-Pobreza, entidade na qual viria a assumir a função de coordenador nacional entre 1998 e 2006. No âmbito destas funções coordenou a implementação e desenvolvimento desta entidade em 18 distritos do país, foi membro da equipa responsável pela cooperação com o Governo da República de Cabo Verde para concepção e implementação do Programa Nacional de Luta Contra a Pobreza nesse país, foi correspondente nacional da Task Force Europeia Racismo e Pobreza, foi co-fundador em Portugal da Rede Europeia Anti-Racista e da Rede Europeia SASTIPEN (Saúde e Comunidades Ciganas), apoiou a constituição de várias associações ciganas e iniciativas de mediação inter-cultural. Participou ainda na concepção e implementação de mais de trinta projectos de âmbito nacional e transnacional em áreas como: poder local e luta contra a pobreza, combate à discriminação e racismo, micro-crédito, emprego, educação, combate ao tráfico de seres humanos, igualdade de oportunidades e inclusão das comunidades ciganas.

Desde 2006 trabalha como consultor independente nas áreas do combate à pobreza e da economia social. Neste contexto desempenhou as seguintes funções: concepção e coordenação de vários projectos europeus de dimensão nacional e transnacional; consultor de autarquias para implementação de observatórios sociais; consultor internacional, com intervenções em Espanha, Itália e Brasil; consultor de várias organizações de economia social portuguesas no âmbito da qualificação organizacional, particularmente nas áreas de gestão estratégica, gestão da inovação, gestão de marketing e comunicação, gestão de recursos humanos, gestão de parcerias e trabalho em rede, gestão financeira e angariação de fundos.

Contemporaneamente, entre 2006 e 2018 foi diretor do Observatório de Luta contra a Pobreza na Cidade de Lisboa. Entre 2012 e 2018 presidiu à European Anti-Poverty Network, organização europeia que integra 31 redes nacionais e 13 organizações europeias. Entre 2017 e 2019 foi consultor do Governo Regional dos Açores para  definição de uma estratégia regional de combate à pobreza.

Enquanto voluntário é Presidente do Conselho Fiscal da Associação Slow Movement Portugal, e Vice-Presidente da Associação Gentopia - Associação para a Diversidade e Igualdade de Género.

Actualmente desempenha funções como assessor no Parlamento Europeu. É também fotógrafo, tendo diversos trabalhos publicados e inúmeras exposições.

Sérgio Aires foi o terceiro candidato nas listas do Bloco de Esquerda às Eleições Europeias, em maio de 2018.